segunda-feira, 5 de outubro de 2009
EM BREVE NOVOS DESENHOS
Alguns desenhos antigos também serão postados.
' A inspiração tem começo, mas jamais terá fim '
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Jorge Cafrune
Jorge Antonio Cafrune nasceu na provincia de Jujuy, norte da Argentina, em 1937 e faleceu em Buenos Aires em 1978. Sempre deixou evidente o seu amor pela chão e pela pátria, evidenciando ao máximo o Folklore. Compositor consagrado, apadrinhou José Larralde, grande cantor argentino, e Mercedes Sosa no começo da carreira de ambos.
Jorge Cafrune foi um cantor argentino, que por seu carater político, criticava a política argentina da época em que viveu, e sempre defendeu o folklore e a vida do homem do campo.
Suspeita-se que sua morte foi por causa da ditadura, pois Cafrune cantava musicas até então proibidas pelo cunho crítico, e muitos suspeitavam que era comunista, porém o que se sabe é Jorge Antonio Cafrune era contra o cumunismo e também contra o capitaliso, e sim um Nacionalista de respeito.
De fato nos faz falta a presença de Jorge Cafrune nos tempos de hoje, um formador de opinião convicto dos seus ideais, pois ele lutava pelos direitos da classe que defendia e não temia aos ditadores.
4B e 6B sobre papel Canson A3

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Enchendo os olhos de campo

Manhazita de maio e notícias do céu desabam nas casa
Um angico nas brasas, consome sem pressa seu cerno de lei
O meu cusco ovelheiro fareja o suor da xerca estendida
Que descansa da lida e do lombo do baio, meu trono de rei
Outro ronco de mate quebrava o murmúrio das chuvas nas telhas
E o baeta vermelha, aberto em suas asas pingava no chão
Imitando um sol posto, largava de pouco luz a da janela
E empurrando a cancela um ventito minuano assobiava no oitão
Pelo olhar da janela a vista perdia-se pelo campo vasto
Verdejando o pasto, coxilha e canhada até a beira do rio
Um mangueirão grande, guardando um silêncio dormido de pedras
E uma estrada de léguas são parte da estória de alguém que partiu
Partiram pra longe, feito tantos do campo, feito cantos dos meus
Que por conta de Deus e a procura de mais encilharam cavalos
E rumaram pra sempre, deixando o galpão, saudade e um mate
Pra depois n'outro embate, pelear por sonho e talvez encontrá-lo
Hoje abro a janela e pergunto pro tempo: por onde andarão?
Os que aqui no galpão, cevaram amargos por conta da lida
Que estenderam seus ponchos, baetas vermelhas de almas lavadas
Onde em léguas de estradas, na calma das tropas prosearam a vida
Só o silêncio das pedras e água da chuva que encharca a mangueira
E uma dor costumeira, saudosa do tempo, me fazem costado
Vejo o angico nas cinzas e o cusco ovelheiro, deitado num canto
E encho os olhos de campo de água e saudade, lembrando o passado
Manhãzita de maio, manhãzita de maio
(Gujo Teixeira)
